Ao longo da história da arte percebemos que o desenho esteve, inicialmente, restrito aos estudos preparatórios e aos esboços das obras, passando aos poucos a assumir ele mesmo, o estatuto de obra de arte, tornando-se uma arte autônoma. Diferente da pintura, o desenho revela e é o próprio processo de criação. As etapas de sua construção estão todas contidas nele mesmo e, disponíveis ao observador atento, estas não se ocultam entre camadas sobrepostas, como acontece na pintura.
Foi pensando neste aspecto que escolhi o desenho enquanto linguagem: como a possibilidade de um registro rápido de idéias; como vestígios de um pensamento ainda não formulado; a apresentação de uma idéia em desenvolvimento, não camuflada, mas assumida na íntegra, enquanto processo e objeto artístico.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário